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Tecnologia, identidade local e inclusão levam escola de Vitória à Brasília em concurso de inovação

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Por José Carlos Schaeffer (jcschaeffereira$4h064+pref.vitoria.es.gov.br), com edição de Andreza Lopes


Foto Divulgação
Projeto de estudantes da EMEF TI Edna de Mattos promove inclusão
Projeto "As Torres de Jesus de Nazareth" desenvlvido na sala Maker da Edna de Mattos Siqueira Gaudio. (ampliar)
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Projeto de estudantes da EMEF TI Edna de Mattos promove inclusão
O projero levará a Emef Edna de Mattos Siqueira Gaudio à etapa nacional do Mais Ciência na Escola, que será realizada em Brasília. (ampliar)

Um projeto que transformou um símbolo do bairro Jesus de Nazareth em ferramenta de inclusão social é o que está levando a Escola Municipal de Ensino Fundamental em Tempo Integral (Emef TI) Edna de Mattos Siqueira Gaudio à etapa nacional do Mais Ciência na Escola, que será realizada em Brasília, de 24 a 26 de março de 2026.

Desenvolvido na Sala Maker da unidade, o projeto "As Torres de Jesus de Nazareth" uniu matemática, artes e tecnologia para criar, por meio de impressão 3D, uma maquete tátil das torres de transmissão, ponto turístico e histórico da comunidade, com legendas em braille. O material foi apresentado ao Instituto Luiz Braille do Espírito Santo, ampliando o acesso à informação para pessoas com deficiência visual.

A iniciativa nasceu dentro do Clube de Ciências, estruturado por meio da parceria entre a Prefeitura de Vitória e a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), no contexto do projeto Mais Ciência na Escola Capixaba. Sob a gestão da diretora Renata Nascimento, a escola fortaleceu a Sala Maker como espaço de investigação científica e protagonismo estudantil.

Para o estudante Pedro Henrique Riva, um dos participantes do projeto, a iniciativa foi pensada para unir identidade e inclusão. "A gente decidiu fazer uma impressão 3D das torres, que é um ponto turístico e histórico do bairro. Trazendo a identidade de Jesus de Nazareth e a inclusão no mesmo projeto. O pessoal do instituto gostou muito", contou.

A estudante Ana Luiza também destaca o impacto social da proposta. "Normalmente os guias de turismo só falam dos monumentos. E as pessoas com deficiência visual não tinham a compreensão completa do que se tratava. Então o nosso projeto foi bem aceito pela comunidade", afirmou.

O professor Sandro Brasileiro, tutor do grupo, define o Laboratório Maker como "um ambiente de possibilidades infinitas, onde o conhecimento se torna concreto e os estudantes se percebem capazes de criar soluções que fazem diferença na vida das pessoas".

Seleção

A seleção das escolas para a etapa nacional considerou critérios como participação nas oficinas formativas, desenvolvimento de atividades além das propostas iniciais, engajamento, impacto do projeto nos estudantes, diversidade na composição do Clube de Ciências e avaliação global das ações.

A análise dos vídeos produzidos pelos alunos contou com avaliadores externos, entre eles um professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco, indicado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e o Pró-Reitor de Extensão da Ufes, assegurando rigor técnico ao processo.

Com 72,3 pontos na classificação final, a Emef TI Edna de Mattos Siqueira Gaudio está entre as seis escolas capixabas que terão delegação custeada para representar o Estado em Brasília. A unidade será representada pelo professor tutor e cinco estudantes do Clube de Ciências.

"Mais do que uma classificação, a conquista evidencia como a ciência, quando conectada à realidade dos estudantes, pode fortalecer a identidade local, promover inclusão e formar jovens preparados para transformar a própria comunidade", destacou a diretora Renata Nascimento.

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EMEF Edna de Mattos inaugura Sala Maker para estudantes no bairro Jesus de Nazareth
Sala Maker na Emef Edna de Mattos Siqueira Gaudio.
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EMEF Edna de Mattos inaugura Sala Maker para estudantes no bairro Jesus de Nazareth
Sala Maker na Emef Edna de Mattos Siqueira Gaudio.