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Mergulhão de Camburi: iniciada concretagem das estacas da maior obra de mobilidade do Espírito Santo
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Por Marcus Monteiro (mmonteiroeira$4h064+pref.vitoria.es.gov.br), com edição de Andreza Lopes
O Mergulhão de Camburi é a maior obra de mobilidade urbana da Região Metropolitana da Grande Vitória, que eliminará a retenção de veículos no cruzamento da Avenida Norte-Sul com a Dante Micheline. Na manhã desta quinta-feira (28), o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, acompanhou a fase inicial da execução das estacas de concreto que vão compor as duas passagens subterrâneas.
O objetivo do empreendimento é melhorar a circulação de veículos, pedestres e ciclistas, aumentando a fluidez do tráfego da região Norte de Vitória, beneficiando diretamente o bairro Jardim Camburi, com uma livre passagem entre as avenidas Gelu Vervloet (Norte-Sul) e Dante Micheline. O investimento é de R$ 77,5 milhões.
Com a entrega da obra, o tempo médio de travessia da interseção, que hoje varia de 55 a 88 segundos, cairá para até 10 segundos. A velocidade média dos veículos, atualmente em apenas 2 km/h, devido aos congestionamentos, passará para 33 km/h com o pleno funcionamento dos mergulhões.
"Esta é uma obra que marca um momento importante para a mobilidade do Espírito Santo e representa um verdadeiro presente para a população capixaba. Estamos avançando na etapa de perfuração e concretagem das estacas. Etapa fundamental para a concretização do Mergulhão de Camburi, obra que vai criar uma nova realidade de mobilidade e vai beneficiar Vitória, Serra e toda a Região Metropolitana. Ao todo, serão 1.650 estacas, das quais 58 já foram executadas", explicou o prefeito Lorenzo Pazolini.
Nessa etapa da obra, que envolve a escavação e concretagem das estacas, serão aplicados 7,3 mil metros cúbicos de concreto e 850 toneladas de ferro. Esse conjunto dará origem a 30 quilômetros de estacas perfuradas no solo, distribuídas em 1.650 peças, que formarão as paredes de sustentação dos mergulhões.
Como ficará
A nova interseção manterá os três sentidos de circulação já existentes, com três faixas de rolamento, e acrescentará duas passagens inferiores - o Mergulhão 01 e o Mergulhão 02. Esses mergulhões permitirão que os veículos circulem sem cruzamentos em nível com a avenida Dante Michelini, garantindo maior fluidez e segurança no trânsito.
O Mergulhão 01 será utilizado pelos veículos que vêm da BR-101 (Bairro de Fátima) em direção a Tubarão. Esses motoristas acessarão uma rampa descendente, seguirão pela passagem inferior sob a pista esquerda da avenida Dante Michelini (sentido Tubarão) e pela alça de acesso à BR-101 (fluxo de Jardim da Penha). Após atravessar o mergulhão, o trajeto continua por uma rampa ascendente até retornar ao nível atual da avenida Dante Michelini.
O Mergulhão 02 atenderá os veículos que saem de Jardim da Penha em direção à BR-101. Nesse caso, após passar pela laje superior do Mergulhão 01, os motoristas seguirão por uma rampa descendente até acessar a passagem inferior. O trajeto atravessa sob a pista esquerda da avenida Dante Michelini (sentido Tubarão) e, ao final, a rampa ascendente levará o veículo de volta ao nível atual da avenida Gelu Vervloet.
Audiência Pública
Para garantir transparência e participação popular, a Prefeitura realizou seis encontros com a comunidade: cinco reuniões e uma audiência pública. Entre elas, destacam-se reuniões no Ministério Público, na sede da Associação Comunitária de Jardim Camburi, em condomínios próximos ao canteiro de obras, na Secretaria Municipal de Obras e, por fim, a audiência pública na Câmara de Vitória, em março de 2025. Nessas ocasiões foram apresentados os projetos, os estudos de tráfego, o impacto no trânsito e as licenças ambientais necessárias.
Além da participação presencial, o tema recebeu ampla divulgação na mídia: entre 2022 e agosto de 2025 foram publicadas mais de 90 matérias em veículos capixabas. Para execução do empreendimento, também foram obtidas todas as licenças e autorizações ambientais exigidas, incluindo o Plano de Controle Ambiental, licenças municipais e federais, autorização do IPHAN para achados arqueológicos, licença da ANAC para uso de área aeroportuária, além das autorizações específicas para manejo de fauna e extração de vegetação.