Prefeitura de Vitória

Atalhos de teclado:

Cientista do bairro Inhanguetá inspira crianças no Cmei Yolanda Lucas da Silva

Publicada em | Atualizada em

Por José Carlos Schaeffer (jcschaeffereira$4h064+pref.vitoria.es.gov.br), com edição de Andreza Lopes


Foto Divulgação
Cientista do bairro Inhanguetá inspira crianças no CMEI Yolanda Lucas
Foto Divulgação
Cientista do bairro Inhanguetá inspira crianças no CMEI Yolanda Lucas

O tradicional jaleco branco ganhos status de capa de super-heroína no Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Yolanda Lucas da Silva, que fica no bairro Inhanguetá. A ciência despertou o brilho nos olhos dos pequenos do Grupo 5, quando vivenciaram um momento especial de aprendizagem e inspiração, com a visita da cientista e doutora Dandara Cabral, moradora da comunidade.

Sentadas em roda, como quem se prepara para ouvir uma boa história, as crianças acompanharam com atenção cada palavra da convidada. Dandara contou um pouco de sua trajetória, falou sobre o universo da ciência e participou de uma experiência com os pequenos, despertando perguntas, risadas e muitas descobertas. Foi um encontro em que a imaginação caminhou de mãos dadas com o conhecimento.

Para as crianças, a presença da cientista teve um significado ainda mais especial. "É uma mulher preta, cientista e moradora do bairro. Ela representa a possibilidade real de sonhar alto e ocupar diferentes espaços de saber. Essa representatividade fortalece a autoestima, amplia horizontes e mostra para as crianças que grandes descobertas também podem começar bem pertinho de casa", destacou a diretora Daniele Barcelos.

O pequeno Bernardo Corrêa, do Grupo 5 integral, observou atento cada detalhe e resumiu o encanto do momento com a espontaneidade típica da infância. "Eu achei bonito a roupa de cientista dela", contou, sobre o jaleco que despertou curiosidade e admiração. Já a pequena Mirella, colega de turma, ficou impressionada não apenas com a profissão, mas com a proximidade da convidada. "Eu gostei da Dandara. Achei ela muito bonita, inteligente e ela mora perto de mim", disse.

A atividade faz parte do projeto institucional da unidade, intitulado "De Inhanguetá para o mundo: histórias negras que inspiram descobertas", que busca valorizar saberes locais e destacar trajetórias de pessoas negras da comunidade e suas contribuições para a ciência, a cultura e a sociedade.

Para a professora do Grupo 5 integral, Raquel Hang, momentos como esse ajudam a plantar sementes importantes no coração e na mente das crianças. "O contato das crianças com histórias inspiradoras da própria comunidade, como a de Dandara, fortalece o reconhecimento de possibilidades por meio da educação. Mulher preta, de origem periférica, ela alcançou o doutorado e desenvolveu um projeto científico em um quilombo, tornando-se exemplo de superação. Sua trajetória incentiva as crianças a acreditarem em seus sonhos e compreenderem que o estudo pode transformar vidas", destacou.