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Vitória capacita agentes para prevenção e resposta aos impactos das mudanças climáticas na saúde
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Por Giovana Rebuli Santos (girsantoseira$4h064+pref.vitoria.es.gov.br), com edição de Andreza Lopes
Preparar os profissionais que estão na linha de frente do atendimento à população para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas sobre a saúde é fundamental. Por isso, a Secretaria Municipal de Saúde de Vitória iniciou, nesta terça-feira (6), uma capacitação inédita para 140 agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de combate às endemias (ACE). A aula inaugural foi realizada no auditório da Escola Técnica do SUS de Vitória (Etsus) e reuniu gestores e profissionais das áreas de saúde e vigilância.
Neste primeiro encontro, os profissionais assistiram à palestra magna "Território, Emergências Climáticas e Saúde: o papel do ACS e do ACE na preparação e resposta aos desastres", ministrada por Rafael Catão, doutor em Geografia e Coordenador do Laboratório de Geografia da Saúde da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).
Na ocasião, a secretária de Saúde de Vitória, Magda Lamborghini, destacou o papel dos agentes e da vigilância em saúde. "O mundo passa por profundas transformações climáticas e o papel da vigilância é se antecipar aos fatos. Não pudemos prever a pandemia da Covid-19, mas agora nos mobilizamos para enfrentar os desafios das mudanças climáticas. É gratificante ver nossos agentes se qualificando para esse trabalho, participando desse planejamento. Com mais de 500 agentes em nossa cidade, temos uma potência imensa para multiplicar esse conhecimento diretamente com os moradores e entregarmos para a nossa cidade um serviço com cada vez mais excelência".
De acordo com a gerente de Vigilância em Saúde de Vitória, Geane Sobral, esta capacitação é resultado da articulação entre Vigilância em Saúde, especialmente o Vigidesastres, e a Atenção à Saúde, com participação dos profissionais que atuam na preparação e resposta às emergências e desastres.
"A iniciativa é inovadora para o município ao levar de forma estruturada a preparação para desastres diretamente aos ACS e ACE. Este é o resultado de uma trajetória que começou antes, com planos, simulados e articulações de diferentes profissionais voltados à preparação para emergências e desastres naturais no município", explicou Geane.
O principal objetivo desta qualificação é preparar os agentes que atuam diretamente nos territórios para situações concretas, tais como:
- Reconhecer situações de risco e sinais de alerta;
- Agilizar canais de comunicação diante de situações que representam riscos à saúde;
- Compreender os protocolos de atuação antes, durante e após situações de emergência;
- Atuar de forma integrada com a Atenção Primária, a Vigilância em Saúde, o Vigidesastres, o Centro de Informações Estratégicas e Respostas em Vigilância em Saúde (CIEVS) e outros setores da rede de saúde.
Quem atua diretamente na ponta elogiou muito a iniciativa, como a ACS Eva Duarte Andrade, da Unidade de Saúde de Santa Martha. "Esse conhecimento será muito útil nas visitas domiciliares. Compreender como as altas temperaturas afetam diretamente a saúde das pessoas nos dá ferramentas para orientar melhor os moradores, especialmente os idosos, que são mais vulneráveis. Essa aula inaugural trouxe um aprendizado muito rico", afirmou.
O ACE Luiz Estevão dos Santos, que atua na região de Maruípe, reforçou o papel multiplicador das equipes. "A aula inaugural do curso foi muito educativa. Aprendemos sobre as características geográficas da nossa cidade e recebemos orientações sobre como devemos agir em eventos climáticos extremos. Tudo isso nos qualifica não apenas para nossa rotina de trabalho, como também nos prepara para compartilhar essas informações com a população que atendemos nos territórios", avaliou.
Continuidade
Mais do que uma ação pontual, a Semus projeta transformar essa capacitação em uma política permanente de qualificação, com abertura de novas turmas a fim de estender esse treinamento para todos os ACS e ACEs da Prefeitura de Vitória. O objetivo é criar um ciclo contínuo de formação que, além de expandir a cobertura de profissionais preparados, incorpore dinamicamente novos cenários relacionados aos impactos das mudanças climáticas na saúde pública.
