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Outubro Rosa: ação mobiliza moradores e reforça importância da prevenção em Vitória

Publicada em

Por Rosa Blackman (rosa.adrianaeira$4h064+pref.vitoria.es.gov.br), com edição de Andreza Lopes


  • Erradicação da pobreza
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Foto Divulgação
Abraço Rosa
Ação do Outubro Rosa na Praça de Eucalipto.
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Ação do Outubro Rosa na Praça de Eucalipto.

Nem o tempo instável afastou as dezenas de pessoas que passaram pela Praça do bairro Eucalipto, em Maruípe, para participar do ato público do Outubro Rosa. A ação chamou a atenção para a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento do câncer de mama e do colo do útero. Promovida pela rede intersetorial de Maruípe, a atividade reuniu moradores, profissionais dos serviços socioassistenciais do território e representantes das áreas de Saúde e Assistência Social.

Entre as pessoas que pararam para acompanhar o movimento estava Maria da Penha Menon, de 67 anos. Moradora de Nova Venécia, ela havia acabado de passar por uma sessão de tratamento contra um câncer na uretra quando decidiu participar da mobilização. Ao lado da cuidadora Marina Azevedo, Maria da Penha contou que sempre procurou acompanhar a própria saúde e realizar exames, mas ficou dois anos sem fazer o acompanhamento.

"Me descuidei e aí comecei a sentir dores de cabeça e logo procurei ajuda médica. Após os exames, foi detectado. Sempre tive acesso a informações sobre a doença e sempre busquei ajuda médica", relatou.

Importância do autocuidado

Débora de Jesus, de 44 anos, também parou para acompanhar a mobilização foi . Há um ano em tratamento contra o câncer de mama, ela destacou a importância da iniciativa para apoiar quem enfrenta a doença e alertar outras mulheres sobre os cuidados com a saúde.

"É uma forma incrível de apoiar quem está passando por um tratamento e alertar outras mulheres sobre a necessidade do autoexame", afirmou. Para Débora, a participação no ato também trouxe ânimo para seguir a viagem de volta para Venda Nova do Imigrante. "A gente sai daqui mais leve, mais animada", comentou.

O ato contou com representantes das secretarias municipais de Saúde e Assistência Social e da Associação Feminina de Combate ao Câncer (Afecc).

Durante a programação, a subsecretária de Atenção à Saúde, Patrícia Rocha Vedova Pirola, anunciou que Vitória é o primeiro município do Espírito Santo a contar com uma lei que cria o Programa de Navegação do Paciente Oncológico. A iniciativa prevê o acompanhamento ativo da trajetória assistencial de cada paciente, com o objetivo de garantir que o primeiro tratamento seja iniciado em até 60 dias.

O programa também prevê a ampliação da oferta de exames diagnósticos, com a realização de 5 mil mamografias e 3,5 mil ultrassonografias. 

Para a coordenadora do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) de Maruípe, Juliana Moura, a relevância do tema mobiliza toda a rede socioassistencial e parceiros das áreas de Saúde e Educação. "É uma situação que impacta toda a sociedade. A ação reforça a importância do acesso seguro ao conhecimento sobre o próprio corpo e da busca por informações sobre prevenção e exames", destacou.

A gerente de Atenção à Família, Daniela Colatto, explicou que a atividade integra o cronograma de ações da Afecc e marca o início do mês dedicado ao Outubro Rosa. Segundo ela, a mobilização também representa a atuação das equipes da Assistência Social em ações intersetoriais, contribuindo para a proteção social e o atendimento integral às famílias acompanhadas pelos serviços. "É uma atuação que exige a articulação de toda uma rede de garantia de direitos", afirmou.

A secretária de Assistência Social, Carla Scardua, ressaltou a importância de ampliar a conscientização sobre prevenção e autocuidado. Segundo ela, embora grande parte da população já reconheça a importância dessas medidas para o controle e o enfrentamento da doença, o crescimento dos casos reforça a necessidade de manter o tema em evidência.

Prevenção e diagnóstico precoce

A recomendação para mulheres a partir dos 40 anos é que a realização da mamografia seja avaliada de forma individualizada, em decisão conjunta com o profissional de saúde. A paciente deve receber orientações sobre os benefícios e possíveis desvantagens do rastreamento.

Até então, mulheres nessa faixa etária enfrentavam dificuldades para realizar o exame na rede pública de saúde devido à exigência de histórico familiar ou à necessidade de apresentar sintomas.

Mesmo assim, as mamografias realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em pacientes com menos de 50 anos representam 30% do total, o equivalente a mais de 1 milhão de atendimentos em 2025.

Outra medida para ampliar a cobertura é a expansão da faixa etária para o rastreamento ativo. Nesse modelo, a mamografia deve ser solicitada preventivamente a cada dois anos. A idade limite, que até então era de 69 anos, passará para 74 anos.

Quase 60% dos casos de câncer de mama estão concentrados na faixa etária dos 50 aos 74 anos, e o envelhecimento é considerado um dos fatores de risco para a doença.

A ampliação do acesso à mamografia busca aproximar o Brasil de práticas adotadas internacionalmente, como na Austrália, e reforça a importância de políticas públicas voltadas ao diagnóstico precoce, à proteção e ao cuidado integral das mulheres. O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres e também uma das principais causas de morte por câncer nesse público, com cerca de 37 mil casos por ano.

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Abraço Rosa
Ação do Outubro Rosa na Praça de Eucalipto.
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Ação do Outubro Rosa na Praça de Eucalipto.