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Dia das Abelhas: Vitória convida moradores a conhecer espécies nativas
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Por Michelle Moretti (msmorettieira$4h064+pref.vitoria.es.gov.br), com edição de Andreza Lopes
Pequenas no tamanho, mas fundamentais para o equilíbrio da natureza e até para os alimentos que chegam à mesa, as abelhas ganham atenção especial neste sábado (3), quando é celebrado o Dia Nacional das Abelhas. Em Vitória, a data reforça um convite à população: conhecer esses importantes polinizadores antes de temê-los -- e protegê-los em vez de eliminá-los.
Com esse propósito, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam) promove uma ação de sensibilização ambiental com o lema "Antes de temer, conheça. Antes de eliminar, proteja". A iniciativa busca ampliar o conhecimento sobre as diferentes espécies de abelhas e mostrar por que esses pequenos insetos têm papel decisivo na conservação da biodiversidade.
Um dos espaços onde esse universo pode ser conhecido de perto é o Refúgio de Vida Silvestre (Revis) da Mata Paludosa, em Jardim Camburi. O local mantém um meliponário dedicado exclusivamente às abelhas nativas sem ferrão, que também integra atividades de educação ambiental realizadas no espaço.
Nativas e sem ferrão
Nem toda abelha representa o mesmo risco, e compreender essa diferença é um dos pontos centrais da campanha. A Apis mellifera, conhecida pela produção de mel e presente em grande parte do País, é uma espécie não nativa e possui ferrão. Ela também desempenha importante papel na polinização.
Já as chamadas abelhas nativas sem ferrão pertencem ao grupo dos meliponíneos. Entre elas estão espécies conhecidas como jataí, mandaçaia, mandaguari, iraí e uruçu. O ferrão dessas abelhas é atrofiado e não funciona para ferroar, característica que facilita a realização de atividades educativas em meliponários.
No Revis da Mata Paludosa são mantidas apenas espécies nativas sem ferrão. Entre os exemplos estão a jataí-amarela (Tetragonisca angustula) e a uruçu-amarela (Melipona mondury).
Pequenas trabalhadoras da natureza
O trabalho das abelhas começa de forma quase imperceptível. Ao visitar as flores em busca de alimento, elas transportam o pólen e favorecem a reprodução das plantas. É desse processo que surgem muitos frutos e sementes.
A polinização ajuda a manter a vegetação, contribui para a diversidade dos ecossistemas e tem relação direta com a produção de alimentos. Na Mata Atlântica, as abelhas nativas estão entre os principais grupos de polinizadores e exercem papel relevante na reprodução de numerosas espécies vegetais.
Por isso, protegê-las não significa apenas conservar um inseto. Significa ajudar a preservar uma rede que envolve plantas, animais, produção de alimentos e o próprio equilíbrio ambiental.
As abelhas sem ferrão também se tornaram importantes aliadas da educação ambiental. A possibilidade de observar colônias de perto permite que crianças e adultos compreendam o funcionamento das colmeias, conheçam espécies que vivem na região e substituam o medo pelo conhecimento.
Um convite para conhecer de perto
Moradores, síndicos e representantes de condomínios da região estão convidados a conhecer o meliponário do Revis da Mata Paludosa e descobrir de perto como vivem e trabalham as abelhas nativas.
A proposta é justamente aproximar a comunidade desses animais e mostrar que informação também é uma ferramenta de conservação.
As ações de educação ambiental são desenvolvidas pela Gerência de Educação Ambiental da Semmam, por meio do Centro de Educação Ambiental (CEA) Mata Paludosa, em parceria com a Associação de Meliponicultores Capixabas do Espírito Santo (Amecap-ES).
Serviço
Refúgio de Vida Silvestre (Revis) da Mata Paludosa
Endereço: Av. Eugênio Pacheco de Queiroz, Jardim Camburi -- antigo Parque da Fazendinha
Funcionamento: de terça-feira a domingo, das 8h às 17h30.

