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Acolhimento humanizado fortalece atendimento na rede socioassistencial de Vitória

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Por Rosa Blackman (rosa.adrianaeira$4h064+pref.vitoria.es.gov.br), com edição de Andreza Lopes


  • Erradicação da pobreza
  • Saúde e bem-estar
  • Redução das desigualdades
  • Parcerias e meios de implementação

Foto Divulgação
Semas promove palestra sobre os desafios enfrentados por pessoas no acesso aos serviços público
Semas promove palestra sobre os desafios enfrentados por pessoas no acesso aos serviços público.

O respeito à identidade e a qualificação dos profissionais são fundamentais para garantir um atendimento público mais acolhedor e acessível. Esse foi um dos pontos debatidos durante uma palestra promovida com profissionais da rede socioassistencial do território Centro, em Vitória, que discutiu os desafios enfrentados por pessoas que ainda encontram barreiras no acesso aos serviços públicos.

A diretora do Grupo Orgulho, Liberdade e Dignidade (Gold), Maria José dos Santos, destacou que a forma como os usuários são chamados e identificados pode influenciar diretamente a decisão de permanecer ou desistir de um atendimento. Segundo ela, mais de sete mil pessoas na capital são impactadas por essa questão.

"Ver no painel de chamada um nome diferente daquele com o qual a pessoa se identifica é constrangedor", ressaltou Maria José. Ela explicou que situações como essa podem expor os usuários a olhares julgadores, especialmente quando são reconhecidos por outras pessoas da comunidade onde vivem, ampliando o desconforto e o constrangimento.

A articuladora social Thaís Apolinário explicou que o encontro teve como proposta ampliar o diálogo sobre o acolhimento à população LGBTQIAPN+, promovendo a troca de experiências entre profissionais e fortalecendo a atuação intersetorial, especialmente na articulação com a rede de saúde.

Qualificação profissional para um atendimento mais acolhedor

A importância da formação continuada foi destacada por profissionais que participaram da atividade. Lane Cassia Bastos, que atua no Centro de Convivência do Centro, avaliou que o encontro trouxe novos conhecimentos que poderão contribuir para melhorar o atendimento oferecido à população.

A médica pediatra Aline Maria Tsumi da Silva, que está ingressando na rede pública de saúde da capital, também ressaltou a relevância da capacitação. Segundo ela, a atividade ampliou seu conhecimento sobre questões que nem sempre são aprofundadas durante a formação profissional.

A pediatra relatou que atende crianças que, ainda aos oito anos de idade, enfrentam situações de bullying no ambiente escolar. Para ela, estar preparado para acolher essas crianças e orientar suas famílias é essencial para evitar que suas necessidades sejam negligenciadas.

"Se o profissional não estiver preparado, ele não dá importância a essa criança, não vai acolher e não vai dar o direcionamento para o atendimento certo", observou.

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Semas promove palestra sobre os desafios enfrentados por pessoas no acesso aos serviços público
Semas promove palestra sobre os desafios enfrentados por pessoas no acesso aos serviços público.

Aline também chamou a atenção para os impactos que a falta de acolhimento na infância pode provocar ao longo da vida, especialmente quando a pessoa precisa de acompanhamento e orientação em relação à própria identidade.

Ao mencionar a diferença entre a demanda existente e a capacidade atual de atendimento especializado, a médica destacou a necessidade de ampliar o acesso à assistência. Segundo ela, enquanto os dados citados durante o encontro apontam cerca de sete mil pessoas, o ambulatório atende aproximadamente 300. Nesse contexto, a capacitação dos profissionais pode contribuir para identificar necessidades, orientar os usuários e ampliar o acesso aos serviços.

Rede intersetorial e garantia de direitos

Para Karina Narciso Freitas e Matheus Magno, profissionais do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Parque Moscoso, a iniciativa contribui para preparar as equipes para atender pessoas que enfrentam dificuldades de acesso aos serviços em razão das diferentes formas de violência e discriminação.

Eles destacaram que o preparo dos trabalhadores é importante não apenas para o acolhimento inicial, mas também para o acompanhamento dos usuários e o encaminhamento adequado às políticas públicas.

A secretária municipal de Assistência Social, Carla Scardua, ressaltou que a articulação entre os diferentes setores é essencial para assegurar direitos e fortalecer a proteção social.

Segundo ela, o atendimento humanizado e o respeito à identidade devem fazer parte da rotina dos serviços públicos, garantindo que todas as pessoas sejam recebidas com dignidade e tenham acesso à assistência de que necessitam.

A iniciativa reforça o compromisso com uma rede de atendimento mais preparada para reconhecer as diferentes realidades da população, prevenir situações de constrangimento e assegurar o acesso aos direitos sociais.