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O sincretismo religioso e a obra de Rosindo Torres na mostra "Copo de Mar"

Publicada em 04/08/2017, às 15h30

Por Leo Vais (levsilva@vitoria.es.gov.br) | Com edição de Eduardo Brinco


Foto Divulgação

Rosindo Torres_Copo de Mar

A produção artística de Rosindo Torres contempla pintura, objetos, instalação, performance e intervenção urbana

André Sobral

Peças de artesanato em forma de marinheiros em pé dentro de barcos

A obra "Cuidado com os Parcéis" (Ampliar imagem)

A religião e o sincretismo fazem parte das obras de Rosindo Torres. Um bom exemplo é o trabalho "Cuidado com os Parcéis", que o público vai ter a oportunidade de conferir neste sábado (05), a partir das 11 horas, com a abertura da exposição “Copo de Mar”, no Museu Histórico da Ilha das Caieiras “Manoel dos Passos Lyrio” – Museu do Pescador.

A aproximação do artista com a arte começou ainda na infância, quando ele percebia e registrava o mundo por meio de grafites no chão da rua, suporte que ele tinha até então para manifestar suas invenções.

A partir daí, a busca pelo aperfeiçoamento foi um caminho natural para Rosindo. O amadurecimento das ideias o levou para uma nova percepção do mundo. “A busca pelo belo, pelo desejo de entender o mundo me fez a procurar profissionais e academias de artes para conhecer melhor o mundo das imagens e da criação” relembra o artista.

Exposição

O trabalho que compõe a mostra “Corpo de Mar” surgiu a partir de visitas ao Mercado da Vila Rubim, quando ele se apropriou imagens do universo do sincretismo religioso da umbanda que tivessem relação com o mar.

“Na busca e no encontro dos ‘objetos’ foi fomentado um vínculo entre a religião, o mito, a função e o pretexto pessoal e irônico dos mesmos, seja no contexto social ou comportamental das figuras e dos objetos: os marinheiros e os barcos de oferendas” explica Rosindo.

A instalação-objeto proporciona ao espectador perceber uma guarda marinha navegando em mares. “Essa produção apropriou-se de personagens que são os dirigentes de Iemanjá reconstruindo sua narrativa entre o erudito e o popular, neste caso, um diálogo efervescente com os ícones religiosos interferidos sobre suas aparências padronizadas”.

A mostra reapresenta ao público três trabalhos premiados nos Salões do Mar, nos anos de 1999 e 2001, e que pertencem ao acervo da Casa Porto das Artes Plásticas: "Roupa de Sereia", de Maruzza Valdetaro e "Atum Comestível", “Sólido ao Natural em Água e Sal", "Sardinhas em Molho de Tomate" e "Sardinhas em Óleo” de Júlio Schmidt, além do trabalho de Rosindo Torres.

O trabalho ganhou 2º Prêmio da 1ª edição do Salão Capixaba do Mar, em 1999. Quase duas décadas depois o artista acredita que está é uma possibilidade de “atualização da obra, onde a liberdade de criação juntamente com a pesquisa, se desdobra na obra como resultado de uma poética visionária do mundo, onde atualmente minha "alma" irônica ainda é atual”.

Sobre o artista

Rosindo Torres é artista plástico e mestre em Teatro, Cultura e Educação pela Unirio, em 2007. Sua produção artística contempla pintura, objetos, instalação, performance e intervenção urbana. Participou de exposições em Vitória, Goiânia, Curitiba, Belo Horizonte, Campinas e Brasília. Reside em Vila Velha, além de trabalhar em Vitória e Vila Velha.

Serviço
Exposição Copo de Mar
Obras de Júlio Schmidt, Maruzza Valdetaro e Rosindo Torres
Abertura: 05 de agosto, sábado, às 11 horas. Visitação: até 06 de outubro. Terça a sexta, das 13 às 17 horas. Sábado e domingo, das 11 às 15 horas
Onde: Museu Histórico da Ilha das Caieiras "Manoel dos Passos Lyrio" - Museu do Pescador - Rua Felicidade Correia dos Santos, 1095
Aberto ao público


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