Saúde orienta escolas para evitar disseminação da caxumba
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Por Maria Angela Siqueira, com edição de Matheus Thebaldi
Imagem divulgação
Primeiro e mais importante sintoma da caxumba é o inchaço das glândulas salivares
Os casos de caxumba podem subir nas escolas por conta da aglomeração. Para evitar a disseminação do vírus, a Secretaria Municipal de Saúde (Semus), por meio da Vigilância Epidemiológica, enviou, nesta quinta-feira (30), nota técnica para as instituições de ensino públicas e particulares com orientações de como proceder.
Apesar de não ser uma doença de notificação obrigatória pelo Ministério da Saúde - somente em casos de surtos -, desde julho do ano passado, Vitória começou a monitorar todos os casos no município e criou uma ficha de notificação para os serviços de saúde. De lá para cá, só na rede municipal - unidades de saúde e pronto-atendimentos - foram registradas 1.109 notificações, entre surtos e casos isolados.
"A vacina é a principal medida de proteção e está disponível em 28 unidades básicas de saúde. Por isso, é importante manter o cartão de vacinação em dia", destaca a referência técnica da caxumba em Vitória, Luciene Rossati.
Suspeitas
Segundo ela, já foram enviadas notas técnicas para o Sindicato das Escolas Particulares do Espírito Santo (Sinepe-ES), assim como para a Secretaria Municipal de Educação (Seme), orientando como proceder em casos suspeitos de caxumba nas escolas.
"Em caso suspeito de contato com pessoas com diagnóstico de caxumba nas escolas, os pais devem levar o cartão de vacinação da criança ou do adolescente na unidade de saúde do seu território para verificar a situação vacinal, já que a vacina é seletiva (ver quadro abaixo). Outra orientação é afastar os doentes por 10 dias para evitar disseminação do vírus".
Esquema vacinal do Ministério
• Tríplice viral – protege contra o sarampo, caxumba e rubéola. O Calendário Nacional de Vacinação indica duas doses dessa vacina para pessoas de 1 a 29 anos de idade, sendo a primeira dose administrada aos 12 meses e a segunda, aos 15 meses de idade com a tetra viral. Esse calendário também indica uma dose de tríplice viral para homens e mulheres de 30 a 49 anos para quem não tomou nenhuma dose ou sem comprovação da vacina.
• Tetra viral – protege contra o sarampo, caxumba, rubéola e varicela. É indicada para completar o esquema de vacinação contra o sarampo, caxumba e rubéola, com uma dose aos 15 meses de idade, em crianças já vacinadas com a primeira dose da tríplice viral. Dessa forma, a vacina tetra viral corresponde à segunda dose da tríplice viral e a uma dose da vacina varicela.
A doença
A caxumba é uma doença infecciosa aguda causada por um vírus, tendo como principal característica a presença de uma parotidite (inflamação de glândulas salivares).
• 30 a 40% dos indivíduos infectados apresentam uma infecção inaparente (sem sintomas) e constitui importante papel na disseminação da doença.
• os sintomas são geralmente: febre, dor de cabeça, dor muscular, perda de apetite, edema e aumento de sensibilidade na parótida em um dos lados ou nos dois lados.
• o período de incubação é de 12 a 25 dias. A transmissão se dá pelo contato direto com uma pessoa infectada por meio das gotículas de secreção da orofaringe. Há uma tendência à manifestação epidêmica em escolas e instituições onde há agrupamento de adolescentes e adultos.
• o período de transmissão estende-se de 2 dias antes do início da parotidite até 5 dias após esta data.
• os casos individuais de caxumba não são de notificação compulsória. Surtos de caxumba em instituições fechadas, empresas e escolas são de notificação compulsória e deverão ser notificados à Vigilância Epidemiológica.