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Vitória pode sediar Centro de Educação Ambiental do projeto Meros Brasil

Publicada em 14/05/2018, às 18h03

Por Amilton Freixo de Brito (afbrito@vitoria.es.gov.br) | Com edição de Matheus Thebaldi


Divulgação Semmam

Projeto Meros do Brasil

Reunião na Semmam tratou da possibilidade da criação do 1º Centro de Educação Ambiental do projeto Meros do Brasil em Vitória (Ampliar imagem)

Vitória pode receber o primeiro Centro de Educação Ambiental do projeto Meros do Brasil, no Parque Dom Luiz Gonzaga, popularmente conhecido como Baía Noroeste. 

A ideia foi discutida durante reunião entre o secretário municipal de Meio Ambiente, Luiz Emanuel Zouain, com representantes do projeto Meros Brasil e da ONG Ekobé Brasil, localizados em São Mateus.

Durante o encontro, ficou clara a necessidade de o projeto ter uma base de estudos e pesquisas em Vitória, pois já está em nove estados e somente no Espírito Santo não está instalado em uma capital.

Por solicitação do secretário, a Coordenação de Monitoramento Costeiro e Ecossistemas fará estudos para apresentar o mais rápido possível um projeto de criação de uma unidade de educação ambiental para proteção do mero.

"Tivemos o primeiro encontro com as coordenadoras do projeto Meros do Brasil e já dei a nossa palavra de que Vitória tem muito interesse de sediar essa unidade de estudos e pesquisas do mero, que poderá funcionar no Parque Dom Luiz Gonzaga, que possui parte do ecossistema manguezal de Vitória", destacou o secretário.

Mero

Divulgação Semmam

Projeto Meros do Brasil

Mero é muito vulnerável à pesca, pois possui taxas de crescimento lentas e atinge grandes tamanhos (Ampliar imagem)

O mero é protegido pela portaria interministerial MPA/MMA Nº13, de 2 de outubro de 2015, e tem a sua pesca proibida em todo território brasileiro.

O mero (ou Epinephelus itajara) é um peixe marinho da família Serranidae que habita águas tropicais e subtropicais do Oceano Atlântico. É uma espécie de peixe que habita zonas estuarinas (manguezais) e áreas costeiras. Por isso, costumam ser encontrados em manguezais e costões rochosos, próximos de naufrágios, pilares de pontes e parcéis.

A espécie é muito vulnerável à pesca, pois possui taxas de crescimento lentas, atinge grandes tamanhos, agrega-se para a reprodução e matura sexualmente tardiamente.

Conhecido como "Senhor das Pedras", seu formato é arredondado e chega a ultrapassar dois metros de comprimento. Os peixes podem viver até 40 anos e alimentam-se basicamente de lagostas.

Ameaça

A maior ameaça ao mero é, provavelmente, o homem, desde que é um peixe excelente como alimento e sua carne é deliciosa e branca. São também peixes fáceis de pescar, utilizando-se de uma variedade de artefatos (armadilhas, linhas de mão, redes de emalhe e arbalete de pressão).

Quando você retira um animal tão grande do mar, o papel que esse peixe representava no ambiente vai demorar para ser novamente exercido por outro peixe. Outro problema é o fato de os meros agregarem-se, isto é, reunirem-se em datas e locais conhecidos pelos pescadores. Quando estão juntos, tornam-se ainda mais vulneráveis e presas fáceis.


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