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Vitória 466 anos: expressões e características que identificam a capital

Publicada em 06/09/2017, às 07h00

Por Leo Vais (levsilva@vitoria.es.gov.br) | Com edição de Matheus Thebaldi


André Sobral

Foto panorâmica mostrando detalhes da cidade de Vitória

Riqueza cultural é uma das marcas da evolução da capital (Ampliar imagem)

Durante o período de formação da cidade, Vitória construiu as características que foram dando identidade cultural à capital. Nesta segunda e última parte da matéria sobre os 466 anos de Vitória, o historiador Fernando Achiamé destaca termos linguísticos usados até os dias de hoje, além de destacar a expressão que define o município.

Vitoriense

Para Achiamé, "a marca cultural identitária mais persistente do vitoriense é o acolhimento. Ele esteve presente no decorrer de toda a história da cidade. Mais se acentuou dos anos 1940 para cá, com a cidade recebendo brasileiros de todos os estados e estrangeiros que vieram aqui trabalhar e criar suas famílias, a partir da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), atual Vale; das pelotizadoras do Porto de Tubarão, também da CVRD; da antiga Aracruz Celulose, atual Fibria; da antiga CST, atual ArcelorMittal; do grande incremento do comércio exterior com benefícios financeiros e incentivos fiscais”.

Capixaba

Quem nasce em Vitória é vitoriense. Contudo, o termo "capixaba" passou a ser empregado para quem nasce ou mora no Espírito Santo. "O termo ‘capixaba’ se relaciona a uma plantação ou roça cultivada por índios. Na ilha, essas roças eram em terrenos perto da atual Fonte da Capixaba (na rua Barão de Monjardim), que originalmente fornecia água para as plantações. Alguns autores romantizam o fato e afirmam que a palavra não se refere a qualquer roça, mas a uma plantação de milho no seu maior esplendor, quando da florescência. O certo é que o termo passou desde o período colonial a designar os moradores da ilha. No século XX, generalizou-se aos poucos para se referir a todos os nascidos ou habitantes do Estado do Espírito Santo", explicou o historiador.

Expressões linguísticas

Além desse termo, outras expressões linguísticas continuam presentes na vida da cidade. Exemplos disso são os nomes dos bairros “Maruípe” e “Inhanguetá”. “Maruípe, tudo indica, é um termo também antigo de origem tupi. Y = água; pe = caminho; ype, caminho de água, ou seja, rio. Maruim = mosquito pequeno, tipo borrachudo, só que encontrado em águas de mangues. Então, Maruípe = rio dos maruins".

"Entre a ilha das Caieiras e Santo Antônio existe um lugar com denominação antiga de Inhanguetá, que significa anhaga = diabo e itá = pedra. Esse lugar é também conhecido como Pedra do Diabo e se encontra em terreno particular. Na formação rochosa existem duas marcas que lembram pé, uma bem grande e outra menor. A forma maior teria sido deixada pelo diabo, que foi dali espantado por Santo Antônio, que no local também deixou a impressão do seu pé, a menor".

Herança presente

André Sobral

Foto panorâmica mostrando detalhes da cidade de Vitória

Porto de Vitória, de onde partem exportações e importações de bens e produtos, ajudou a cidade a crescer e se relacionar com todo o mundo (Ampliar imagem)

De acordo com Fernando, a cidade mistura, ao mesmo tempo, simplicidade e sofisticação. "A herança capixaba mais marcante é formada pela mistura inusitada de um persistente ‘provincianismo’, já que a cidade cresceu somente em anos recentes, associado a intenso ‘cosmopolitismo’, advindo do fato de ela se relacionar com muitas regiões do mundo por meio de exportação e importação de bens e serviços".

Para ele, uma expressão que representa a cidade de Vitória é diversidade cultural. "A diversidade cultural, presente na vida cotidiana da nossa cidade, tem origem nas contribuições dos indígenas, portugueses, africanos, italianos, alemães, árabes e povos de outras etnias que aqui se estabeleceram. Essa diversidade se apresenta nos mais diversos campos: na culinária, nos folguedos, nas crenças, no artesanato e na linguagem", concluiu Fernando Achiamé.

* Fernando Achiamé é arquivista, historiador, pesquisador-associado do Núcleo de Estudos e Pesquisas da Literatura do Espírito Santo – Neples/Ufes e membro do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo. É pós-graduado em Arquivologia e mestre em História Social das Relações Políticas, pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).


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