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Programa Família Cidadã ajuda pessoas a empreender e gerar renda e autoestima

Publicada em 07/06/2019, às 07h05

Por Paula M. Bourguignon (pmacbourguignon@vitoria.es.gov.br) | Com edição de SEGES/SUB-COM


Guiomedce Paixao

Programa família cidadã

Inácia Maria Correra Nascimento produz e vende salgados: "Grande diferencial dos meus salgados é que faço com amor"

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Programa Família Cidadã

Cíntia Pessanha Martins usou o seu dom e montou um ateliê de costura: "O que viso no meu trabalho é um produto de qualidade"

O dia a dia de Cíntia Pessanha Martins e Inácia Maria Correra Nascimento não é fácil. Batalham para cuidar dos filhos e administram suas residências.

Cíntia montou um ateliê de costura e Inácia vende salgados. Com o auxílio do Programa Família Cidadã, garantem todos os dias os sustentos financeiros de suas famílias.

O programa compreende auxílio financeiro e apoio socioassistencial a famílias em situação de vulnerabilidade social inscritas no CADÚnico e atendidas pelos Centros de Referência da Assistência Social (Cras) no município.

Trajetória de Inácia

Muito comunicativa e alegre, Inácia Maria Correra Nascimento, de 55 anos, sempre foi muito esforçada. Durante 15 anos, trabalhou como promotora de vendas. Depois, como auxiliar de cozinha e, há 10 anos, em casa de família e com venda de salgados.

Hoje consegue apenas trabalhar com salgados. Ela mora na Piedade com o marido e os dois filhos, Iury, 20, e Kauã, 15. "Procurei o Cras do Parque Moscoso para saber informações sobre o CADÚnico. Lá já me deram algumas dicas e orientações sobre como poderia investir nos meus salgados. Assim, comecei trabalhando em paralelo com as casas de famílias", disse Inácia.

"Atualmente, consigo trabalhar só vendendo salgados. Durante a semana, preparo a massa e depois revendo para o bar na rua Maria Saraiva, na Piedade. Além de fritar os meus salgados, na Fazendinha, em Resistência, às sextas-feiras. Vendo apenas salgados tradicionais: risole de queijo, queijo e presunto, carne, salsicha, coxinha com catupiry, quibe e bolinho de carne".

E ela quer inovar: "Estou buscando inventar nova receita: 'maravilha, com caputiry e milho'. Quando ganhamos nosso dinheiro, criamos nova receita. Isso motiva. Porque o grande diferencial dos meus salgados é que faço com amor e vontade de vencer todos os dias", explicou Inácia.

"O Cras de Parque Moscoso e a Inclusão Produtiva me levantaram. Não estaria onde estou atualmente. Eles me ajudaram a traçar metas e planejar minhas finanças. Consegui comprar um fogão novo, um liquidificador industrial, freezer e uma panela de pressão de 15 litros, além das caixas e tabuleiros".

Guiomedce Paixao

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"O Cras e a Inclusão Produtiva me levantaram. Eles me ajudaram a traçar metas e planejar minhas finanças", disse Inácia

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Inácia prepara a massa durante a semana e hoje conquistou autonomia financeira por conta do trabalho

História de Cíntia

Cíntia tem 37 anos e mora com seus dois filhos: Pedro Henrique, 17, e Davi, 7. A jovem trabalha desde os 14 anos com costuras. Atualmente, realiza consertos, ajustes e confecção de roupas, além de costurar jalecos e uniformes para empresas. Faz também a costura de toucas, aventais e toalhas de mesa. "Aprendi a costurar com a minha avó. Fazia apenas os moldes das bermudas".

Cíntia procurou o Cras de Maruípe para saber mais sobre o Programa Família Cidadã. Na ocasião, fez vários treinamentos sobre empreendedorismo e recebeu dicas de como era possível construir seu próprio negócio: "Atelier Cíntia Martins", em Maruípe.

"O Cras de Maruípe me impulsionou a ter uma nova visão de não ser simplesmente uma trabalhadora informal, mas sim de empreender. Ampliou a minha forma de pensar. Aí comecei a ver que eu poderia ser capaz de abrir meu próprio negócio. Hoje me vejo com uma nova expectativa de futuro. Cresci e me profissionalizei. Sou uma empreendedora. Tem apenas três meses que eu montei aqui. Minha melhor propaganda ainda é a indicação dos clientes", disse Cíntia.

Sobre o trabalho, ela ponderou: "O que viso no meu trabalho é um produto de qualidade e ser pontual com o cliente. Quero correr atrás dos meus objetivos e conquistar a minha independência financeira. Melhorou até minha autoestima. É satisfatório o que eu faço".

Acerca do futuro, ela pretende amplicar a loja, deixando mais acessível e mais arrumada. "Minha meta é conquistar a minha máquina de bordado, que é um serviço terceirizado ainda. Com determinação e coragem vou conseguir. Eu não tenho medo de pesquisar e aprender".

Programa

A porta de entrada para inserção no Programa Família Cidadã (PFC) é o Cras, responsável pela mobilização e pela articulação das famílias que possuam interesse em gerar renda por meio do empreendedorismo.

O Serviço de Inclusão Produtiva atua como parceiro dos Cras no acompanhamento dos munícipes, no eixo geração de renda, através de atividades de formação e orientação para a gestão dos empreendimentos populares.

Uma das principais ações é a elaboração do Plano de Negócio, no qual os pequenos empreendedores estabelecem, em conjunto com as equipes técnicas, objetivos, metas e contrapartidas, de forma a fortalecer e direcionar a gestão do empreendimento.

"No Programa Família Cidadã, as pessoas recebem um benefício no valor de R$ 400 para iniciar ou qualificar o seu negócio. Elas têm todo um acompanhamento voltado à gestão dos empreendimentos com os assessores técnicos da Inclusão Produtiva. Temos oficinas de empreendedorismo, educação financeira, marketing e precificação do produto. O grande diferencial do programa é proporcionar a elevação de renda, a autogestão de empreendimentos populares e a autonomia das famílias beneficiárias. Além da autonomia financeira, conseguimos identificar famílias que superaram outras vulnerabilidades sociais, como autoestima, vínculos familiares e comunitários, passando a se perceberem enquanto sujeitos de direito", disse Adriano de Jesus Almeida, coordenador da Inclusão Produtiva.

"A importância do programa é a possibilidade de viabilizar às famílias os meios necessários para investirem em seu pequeno negócio. A falta ou insuficiência de renda é, sem dúvida, um dos grandes desafios na superação das vulnerabilidades sociais e, quando a família consegue meios para gerar renda e avançar em sua autonomia, isso fortalece todas as outras intervenções e possibilidades. Para além dos ganhos materiais, conseguimos ver também melhorias na autoestima, nas relações familiares e comunitárias e no bem-estar, de modo geral", explicou a subsecretária de Proteção Social Básica e Segurança Alimentar e Nutricional, Brunella Tiburtino Aloquio Teixeira.

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"Cras de Maruípe me impulsionou a ter uma nova visão de não ser simplesmente uma trabalhadora informal", reconheceu Cíntia

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Empreendedora sonha em ampliar a sua loja e crescer profissionalmente


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