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Professoras levam projeto de combate ao racismo ao programa de Fátima Bernardes

Publicada em 05/11/2018, às 13h00

Por Renata Moreira (rpmoreira@vitoria.es.gov.br) | Com edição de Matheus Thebaldi


Divulgação Seme

Penso, logo respeito

Professoras Rosileia Soares e Lívia Costa Araújo participaram do programa Encontro, de Fátima Bernardes, na TV Globo (Ampliar imagem)

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Penso, logo respeito

Programa debateu o tema racismo a partir da proposta do projeto "Penso, logo respeito", desenvolvido no Cmei Thomaz Tommasi (Ampliar imagem)

O sonho de fazer o Brasil inteiro conhecer o projeto "Penso, logo respeito" se tornou realidade para as professoras Lívia Costa Araújo e Rosileia Soares, do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Doutor Thomaz Tommasi, em Joana D’Arc. Na última sexta-feira (2), elas apresentaram o trabalho de combate ao racismo desenvolvido em sala de aula junto aos alunos de 5 e 6 anos de idade no programa "Encontro", da jornalista Fátima Bernardes, na TV Globo. 

Elas emocionaram os convidados do programa e também os espectadores ao mostrar como surgiu a ideia de trabalhar o tema com os pequenos.

"Fizemos um cartaz sobre o Dia da Mulher. Queríamos fotos de mulheres negras, mas a gente teve muita dificuldade em conseguir imagens em revistas. Assim, não conseguimos fazer o material por causa disso. Ou seja, estamos trabalhando o tema e lutando com ele desde março, e vê-lo sendo divulgado em rede nacional emociona muito", disse Rosileia Soares.

"Quando iniciamos o projeto, mostramos crianças africanas, nos surpreendendo muito a repulsa dos alunos ao chamá-las de feias, não se identificando com elas. Tínhamos crianças de 5 anos de idade que iam ao banheiro molhar o cabelo porque não se sentiam bonitas. Então, mostramos uma princesa africana bem colorida e elas falaram assim: 'Tia, não existe princesa preta'. Foi ali que tivemos que repensar o projeto. Olhar para aquela criança que estava dando um grito para gente por não se identificar como negra e se achar feia por causa disso", explicou a professora Lívia Costa Araújo.

Elas contaram que o projeto ajudou a conscientizar os pequenos. "Hoje, quando a gente chega na sala de aula, os cabelos das crianças estão soltos e elas se identificam como príncipes e princesas, coisas que não aconteciam antes", disse Lívia.

Famílias

Ao serem questionadas por Fátima Bernardes se as famílias se reconheciam como negras, as professoras explicaram que, ao identificar a necessidade de trabalhar o tema com as crianças, prepararam uma reunião com os responsáveis e relataram os episódios de racismo na turma.

"Aplicamos uns questionários aos pais para saber se conheciam a cultura africana, se havia negros na família e o que achavam de trabalhar o assunto com as crianças. Mas a maioria respondeu que não conhecia", comentou Rosileia.

Divulgação Seme

Penso, logo respeito

Atriz Mariana Sousa Nunes destacou que a ação das professoras pode contribuir na formação das crianças (Ampliar imagem)

Divulgação Seme

Penso, logo respeito

Professoras tiraram foto com grupo Bom Gosto, que mandou um recado para os alunos: "Continuem sempre trabalhando a cultura afro brasileira" (Ampliar imagem)

Recados para os alunos

A atriz Mariana Sousa Nunes destacou como a ação pode contribuir na formação das crianças. "Enquanto você falava, estava aqui pensando. Se hoje falar sobre tolerância e respeito ao próximo é extremamente importante, imagine quando eu era criança? Nós crescemos sem ter referência da beleza negra, por isso considero muito importante o trabalho que as professoras estão fazendo", disse Mariana, que emendou:

"Quero mandar um beijo para todas as crianças. Adorei conhecer vocês pelo vídeo que a gente viu aqui, jogando capoeira, com roupas africanas e conhecendo um pouco mais da nossa cultura. Somos lindos, importantes, e a gente precisa aprender a gostar da gente. Quero um dia conhecer o projeto de perto".

"Quero mandar um beijo para todas as crianças do Cmei Thomaz Tommasi. Continuem fazendo esse trabalho lindo porque vocês vão se tornar adultos muito melhores", disse a apresentadora Fátima Bernardes.

"Olá, galerinha do Cmei Thomaz Tommasi! Aqui é a galara do grupo Bom Gosto. Estamos felizes porque as professoras de vocês arrasaram nesse projeto. Parabéns, continuem sempre falando da cultura afro brasileira. Quando tivermos uma oportunidade, vamos aparecer aí para conhecer cada um de vocês", prometeu o grupo.

Ampliação do projeto

As professoras afirmaram que trabalharão a ampliação do projeto para os próximos anos. Para isso, já criaram um perfil na rede social para promover a divulgação do trabalho @projetopensologorespeito.

Elas apostarão em formação com a Comissão de Estudos Afro-Brasileiros (Ceafro), da Secretaria Municipal de Educação (Seme), para os servidores, além de reuniões com os pais e trabalhos com as crianças com textos e atividades com foco na beleza negra.

Carlos Antolini

PROJETO PENSO, LOGO RESPEITO CMEI DR. TOMMASI

Pequenos vestiram roupas e acessórios da cultura negra e ainda ajudaram a decorar o Cmei Thomaz Tommasi (Ampliar imagem)

Carlos Antolini

PROJETO PENSO, LOGO RESPEITO CMEI DR. TOMMASI

Crianças participaram de várias atividades para valorizar a cultura negra (Ampliar imagem)


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