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Procon faz pesquisa de preços de ovos de Páscoa e ingredientes da torta capixaba

Publicada em 10/04/2017, às 07h29

Por Rosa Blackman (rosa.adriana@vitoria.es.gov.br) | Com edição de Matheus Thebaldi


Arquivo PMV

Diversos ovos de páscoa pendurados

Diferença de preços entre os ovos de Páscoa pode chegar a 57%

O Procon de Vitória realizou pesquisa sobre a variação de preços dos ovos de Páscoas e dos ingredientes para a montagem da tradicional torta capixaba. Os resultados mostram uma variação de preço de até 57,49% nos ovos de chocolate e até 70% nos itens que compõem o prato principal da Semana Santa.

A pesquisa foi realizada pela equipe de fiscalização do Procon de Vitória nas últimas segunda (3) e terça (4), nos cinco maiores supermercados da capital. Ao todo, a comparação engloba 95 itens dos principais fabricantes de chocolate, com destaque para 87 ovos de Páscoa, 6 miniovos e 2 coelhos. Dentre os ingredientes da torta, foram pesquisados 24 itens, entre azeite, temperos e 10 espécies de pescados.

A maior variação de preço entre os ovos de chocolate foi o da Garoto 20 Talento Avelã, que chegou a 57,49%, sendo vendido por R$ 59,80 em um ponto de venda e R$ 37,40 em outro. A segunda maior diferença de preço foi verificada no ovo Arcor Tortuguita Lancheira - 56,43% -, que pode ser encontrado por 49,90 em um local e R$ 31,90 em outros metros depois.

Diego Alves

12º Festival da torta capixaba

Consumidores devem pesquisar preços antes de comprar ingredientes da torta capixaba (Ampliar imagem)

Entre os ingredientes da torta capixaba, a maior variação ficou por conta do azeite extra virgem Galo (500ml), atingindo a marca dos 70,10%, sendo encontrado de R$ 16,99 até R$ 28,90. Quem for montar a torta deve ficar de olho também nos temperos coentro e cebolinha, porque esses pequenos ingredientes que dão um pouco mais de sabor ao prato chegam a ter uma variação de 52,04% de uma banca para outra.

A gerente do órgão em Vitória, Hérica Correa Souza, explica que o objetivo da pesquisa é oferecer ao consumidor uma referência do menor preço encontrado. “Desta forma, ao ir às compras, o consumidor pode escolher onde comprar e até negociar um melhor valor no estabelecimento”.

CONSUMIDOR CONSCIENTE

Apesar da diferença no preço de um mesmo produto de um estabelecimento para o outro ainda ser considerada gritante, a gerente do Procon de Vitória avalia que o trabalho desenvolvido pelos órgãos de defesa do consumidor para a formação de clientes mais conscientes em seu consumo tem levado alguns fornecedores a reverem suas práticas.

“Ainda precisamos ressaltar que o consumidor precisa pesquisar e optar sempre pelos produtos com melhores preços. A mudança de comportamento dos consumidores, ao mostrarem que não aprovam essa variação, faz com que alguns fornecedores ofereçam melhores preços e até melhores condições de pagamento. Esta postura do consumidor parece já estar se refletindo em nossa pesquisa”, avalia Hérica.

Alguns ovos de chocolate registraram uma variação mínima de preço como, por exemplo, o Kinder Natoons (2,08%), variando de R$ 52,80 a R$ 53,90. Essa afirmação pode encontrar respaldo, também, quando se olha o resultado da pesquisa feita no ano passado pelo Procon de Vitória.

Naquela ocasião, a variação chegou a 70% em um mesmo produto, como o constatado no Tortuguita Lancheira 100g. Enquanto num estabelecimento ele foi comercializado a R$ 44,90, em outro ele sai 70,9% mais caro, sendo vendido a R$ 76,90.

A gerente do Procon de Vitória reforça que o papel do órgão é alertar o consumidor que, ao pesquisar e optar pelos pontos de venda que oferecem valores mais justos, pode provocar uma reação nos outros estabelecimentos, que tenderão a baixar seus preços.

Hérica Correa aproveita para orientar os consumidores para que fiquem atentos à data de validade dos ovos de chocolate, tabela nutricional, peso e verificarem se a embalagem está intacta e lacrada.

PESCADO

Se você faz questão de preservar a tradição e consumir pescado na Semana Santa, a gerente do Procon de Vitória, Hérica Correa Souza, faz um alerta: fique atento ao local de venda do produto, observe atentamente as condições de armazenamento (evite pescados com cheiro forte, abdômen flácido, olhos murchos e sem brilho e guelras pálidas).

Nesta hora, a gerente do órgão chama atenção para o período de defeso do camarão (época em que a pesca do crustáceo é proibida para reprodução) em que está proibida a comercialização da espécime. Só é permitido se tiver indicando que o camarão foi pescado em data anterior ao início do período de proteção. O período começou no dia 1 de abril se estende até dia 31 de maio e a comercialização só poderá ser feita com comprovação de origem do produto.

O Procon de Vitória alerta que, em função do defeso, está proibido o transporte interestadual, a estocagem, o beneficiamento, a industrialização e a comercialização de camarão sem a comprovação de origem do produto.


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