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Fonte Grande terá estudo para oferta de tirolesa e atividades sustentáveis

Publicada em 08/02/2019, às 08h24 | Atualizada em 08/02/2019, às 15h23

Por Deyvison Longui (dlbatista@vitoria.es.gov.br) | Com edição de Matheus Thebaldi


Diego Alves

Acordo Parque da Fonte Grande

Acordo de cooperação para exploração de atividades sustentáveis no Parque da Fonte Grande foi assinado na PMV (Ampliar imagem)

Diego Alves

Acordo Parque da Fonte Grande

Prefeito destacou que o Parque da Fonte Grande é um dos espaços que têm maior potencial de exploração do Brasil (Ampliar imagem)

O Parque Estadual da Fonte Grande contará com um modelo inovador de gestão de seu espaço público. Um acordo de cooperação foi assinado entre a Companhia de Desenvolvimento, Inovação e Turismo de Vitória (CDV), a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam) e o Instituto Semeia, na tarde desta quinta-feira (7), na Prefeitura de Vitória.

Com a parceria, a proposta é, ao longo de dois anos, fazer um estudo das áreas passíveis de exploração econômica, a partir da implantação de atividades de baixo impacto e sustentáveis por meio de concessões à iniciativa privada de serviços como arvorismo e tirolesa, camping, trilha suspensa, cicloturismo, lanchonetes e outras possibilidades.

Para a realização do estudo, não haverá repasse financeiro por parte do município ao Instituto Semeia, que será responsável por cumprir um plano de trabalho elaborado conjuntamente entre a organização social e a administração municipal.

Potencial de exploração

"Desde que assumimos a gestão, estamos tentando modernizar os parques. O Parque da Fonte Grande é um dos espaços que têm maior potencial de exploração do Brasil. Lá, é possível ter tirolesa, como exemplo, em todo o seu entorno. Espero que o estudo aconteça com velocidade para que a população possa contar logo com atividades", destacou o prefeito de Vitória, Luciano Rezende, lembrando que a prioridade do governo "é modernizar a cidade e ter como base principal de arrecadação o turismo e o serviço".

Para o presidente da CDV, Leonardo Krohling, o objetivo do acordo é contar com uma instituição especializada na temática do uso público de unidades de conservação para que o município possa estudar o melhor formato a ser empregado no Parque da Fonte Grande e em outras unidades de conservação da capital.

Melhorias

"O acordo vai possibilitar que a gente avance nesse estudo, que já conta com um grupo de trabalho formado. Para isso, já estamos remodelando toda a infraestrutura física do Parque da Fonte Grande, com projeto executivo para obras de melhoria. Esperamos que até o final do ano esteja tudo pronto", enfatizou o secretário muncipal de Meio Ambiente, Luiz Emanuel Zouain.

"O trabalho será no apoio ao poder público na modelagem de projetos, no engajamento da sociedade explicando o papel das parcerias, na articulação entre o poder público e a iniciativa privada. Atualmente, mapeamos cerca de 60 projetos no Brasil, muitos deles sendo executados e ganhando maturidade", ressaltou o diretor-presidente do Instituto Semeia, Fernando Pierone.

"As políticas públicas voltadas para modelos inovadores de cooperação público-privada estão impulsionando destinos, colocando-os entre os mais procurados, a exemplo da Costa Rica. Vitória tem um patrimônio ecológico relevante, mata atlântica preservada em meio à área urbana, podemos seguir o caminho desses destinos bem-sucedidos e dar nova identidade ao turismo de lazer", enfatizou o diretor de Turismo da CDV, Felipe Ramaldes.

Diego Alves

Acordo Parque da Fonte Grande

"Estamos remodelando toda a infraestrutura física do Parque da Fonte Grande, com projeto executivo para obras de melhoria", disse Luiz Emanuel (Ampliar imagem)

Foto divulgação

Praticante de arvorismo

Arvorismo é uma das atividades que poderá ser implantada no parque da Fonte Grande

Desafios

Estudos recentes apontam como enorme desafio a gestão das unidades de conservação devido a uma gama de questões, cada qual com grau específico de complexidade de resolução e que dependem de recursos para tal, como a fiscalização contra a caça, combate a incêndios, desenvolvimento de pesquisas científicas, relação com as comunidades de entorno, entre tantas outras.

Ainda de acordo com o estudo, vários países do mundo adotaram como estratégia central em sua política pública o fomento do uso público de seus parques e demais unidades de conservação, como Chile, Estados Unidos, Costa Rica, Nova Zelândia, África do Sul e Canadá. Esses países entendem que estruturar os parques para visitação gera um importante impacto econômico regional através do turismo.

Segundo estudos do próprio Instituto Semeia, os parques nacionais dos Estados Unidos recebem mais de 400 milhões de visitantes a cada ano, enquanto no Brasil o montante chega a 4 milhões. Na Nova Zelândia, o turismo representa 10% do PIB e 15% dos empregos na Costa Oeste. Na África do Sul, 75% das despesas de conservação são custeadas pelas atividades relacionadas ao turismo (concessões, varejo, etc.).

Arquivo Secom PMV

Parque da Fonte Grande

Situado no Maciço Central da Ilha de Vitória, o Parque Fonte Grande contrasta com a agitação da metrópole e é um convite para apreciar a natureza

Leonardo Silveira

Primeira Lua Cheia da Primavera 2018

Visitantes têm vista privilegiada no mirante do Parque da Fonte Grande (Ampliar imagem)


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