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Fala Homem: acusado de agredir mulher muda de vida após participar de projeto

Publicada em 09/07/2019, às 08h16

Por SEGES/SUB-COM | Com edição de SEGES/SUB-COM

Com colaboração de Josué de Oliveira


Divulgação Semcid

Espaço Fala Homem

Internos participam de grupo reflexivo Fala Homem, no qual refletem sobre igualdade de gênero e violência doméstica (Ampliar imagem)

"Estávamos em casa depois de um dia de trabalho, começamos a beber e a usar droga. Ela quis sair para buscar mais. Eu não quis deixar. Nós brigamos e eu enforquei ela".

Esse é o depoimento de um homem preso e enquadrado na Lei Maria da Penha. Ele é um dos internos do Centro de Detenção Provisória de Viana que fazem parte do grupo reflexivo Espaço Fala Homem, oferecido pela Secretaria de Cidadania, Direitos Humanos e Trabalho (Semcid).

Ele conta que a mulher conseguiu fugir, mas ele a encontrou em uma casa e as agressões continuaram até a chegada da polícia. O exemplo dele é só mais um dos casos que chegam diariamente ao sistema prisional capixaba.

De acordo com a coordenadora do Centro de Referência e Atendimento às Mulheres em Situação de Violência (Cramsv), Carla Coutinho, a ideia é fazer esse trabalho com os homens para que o ciclo de violência seja rompido.

"A Lei Maria da Penha visa à proteção da mulher em situação de violência, prevendo também a intervenção junto ao autor da violência, uma vez que o ciclo de violência cessa com a atenção a todos os envolvidos", pontuou.

Mudança de vida

Há cinco meses preso, o interno da unidade diz que se arrepende de ter cometido a agressão. "Perdi a cabeça e acabei agindo pelo machismo. Eu não sou agressivo", revelou.

E são nesses momentos de conflito que a violência contra a mulher acontece. Mas foi no grupo reflexivo que o agressor diz que aprendeu a controlar sua raiva e pensar duas vezes antes de cometer qualquer tipo de agressão novamente.

"Esse grupo só veio para me ajudar. No momento que a gente tiver perdendo o controle, temos que contar até 10 e deixar a cabeça esfriar. Mulher não foi feita para apanhar, e sim para cuidar".

E são esses ensinamentos que ele promete que vai levar também para os dois filhos. "Em mulher não se bate. Não quero que o machismo faça a cabeça deles. Depois que ouvi esses ensinamentos, sou outra pessoa. A violência contra a mulher está muito grande e precisa acabar".

Divulgação Semcid

Espaço Fala Homem

Esta é a segunda edição do grupo reflexivo Espaço Fala Homem no sistema prisional (Ampliar imagem)

Mudança

Esta é a segunda edição do grupo reflexivo Espaço Fala Homem no sistema prisional. O primeiro aconteceu no Centro de Detenção Provisória do Xuri.

Ao todo, são oito encontros, em que os internos tiveram acompanhamento de uma equipe psicossocial e discutiram temas como desigualdade de gênero, violencia doméstica, Lei Maria da Penha, relacionamentos afetivos e alcoolismo.

Após a conclusão da atividade, a assistente social do Cramsv, Fernanda Vieira, reforçou a importância do serviço para fazer com que os agressores possam refletir sobre seus erros e evitar que voltem a cometê-los.

"A ideia é que saiam daqui homens diferentes, transformados e que repensem sua conduta para que possamos viver em uma sociedade com menos violência", pontuou.


Para dúvidas ou informações sobre os serviços da Prefeitura, ligue 156 ou use o serviço on-line.


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