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Creas: filha com deficiência e mãe reconquistam alegria de viver após problemas

Publicada em 05/10/2018, às 06h30

Por Edlamara Conti (econti@vitoria.es.gov.br) | Com edição de Matheus Thebaldi


Carlos Antolini

Família assistida pelo Serviço Especializado de Atendimento Domiciliar (SEAD

Jovem Kleisi Sacramento não esconde amor pela mãe, Elisângela Augusta Sacramento (Ampliar imagem)

Carlos Antolini

Família assistida com as assistente sociais

Dupla é assistida pelo Serviço Especializado de Atendimento Domiciliar (Sead) do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Ampliar imagem)

Quem conhece as limitações de Kleisi Sacramento da Silva admira a alegria de viver dessa jovem de 23 anos de idade. "Eu gosto de passear a pé pelo bairro e de ônibus pela cidade e gosto das aulas na Apae e no Centro de Referência da Pessoa com Deficiência (CRPD). Eu não paro em casa e sou vaidosa", diz.

O que pouca gente sabe é que o sorriso e o brilho nos olhos dela foram recuperados ao longo de pouco mais de um ano de um intenso trabalho realizado pela equipe do Serviço Especializado de Atendimento Domiciliar (Sead) do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), ligado à Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas).

Em junho do ano passado, Kleisi e a mãe, Elisângela Augusta Sacramento, encontravam-se em situação de extrema vulnerabilidade e risco social e com a saúde gravemente comprometida por desnutrição.

"Cheguei a ficar cinco dias sem beber água nem comer nada. Sem força para cuidar de mim e dela, quase morremos", lembrou Elizângela.

Aos 45 anos, encontrava-se viúva, desempregada, com desnutrição e transtorno de ansiedade, sendo a únida cuidadora de Kleisi, que tem comprometimento cognitivo e mobilidade reduzida devido à hidrocefalia congênita.

Plano de acompanhamento familiar

Foi quando o Creas foi acionado. Como mãe e filha estavam com dificuldade de locomoção, uma equipe do Sead, formada por assistente social e terapeuta ocupacional, foi à casa delas, constatou a situação, fez as intervenções necessárias e elaborou um plano de acompanhamento familiar, que prevê ações e metas.

"O sucesso desse caso se deve muito à adesão delas ao plano e às intervenções", explicou a assistente social Rachell Amôncio da Silva, que acompanha mãe e filha desde então.

O plano envolveu desde reorganização da situação socioeconômica, acompanhamento em saúde, resgate e fortalecimento de vínculos familiares e de vizinhança e participação em atividades da Apae e do CRPD.

Carlos Antolini

Família assistida pelo Serviço Especializado de Atendimento Domiciliar (SEAD

Há um ano, elas encontravam-se em situação de extrema vulnerabilidade e risco social e com a saúde gravemente comprometida por desnutrição (Ampliar imagem)

Carlos Antolini

Família assistida pelo Serviço Especializado de Atendimento Domiciliar (SEAD

Kleisi tem comprometimento cognitivo e mobilidade reduzida devido à hidrocefalia congênita (Ampliar imagem)

Moradia

Atualmente, Elizângela recebe aluguel social e Kleisi recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC), ambos no valor de um salário mínimo. Ao longo do plano, com essa renda, foi possível fazer melhorias no apartamento onde residem, em Atlântica Ville, favorecendo a mobilidade e a convivência.

"Em um ano, o que elas fizeram por nós foi milagre. Elas nos ajudaram muito e temos outra vida hoje", comemorou Elisângela.

Com todas as metas cumpridas, mãe e filha já estão aptas a seguir com a vida normal, sem necessidade de mais ações da equipe do Sead e do Creas.

Atendimento domiciliar (Sead)

Somente neste ano, foram atendidas em Vitória cerca de 200 pessoas com deficiência em todas as três unidades de Creas - Centro, Bento Ferreira e Maruípe - sob violações como negligência, violência física, psicológica e financeira, maus-tratos e abandono.

O Sead atende pessoas com deficiência e idosos que vivenciam violações de direitos e apresentam algum grau de dificuldade de mobilidade no município. Formado por uma equipe interdisciplinar, realiza ações e encaminhamentos para a promoção de autonomia, inclusão social e melhora na qualidade de vida dos acompanhados e familiares.

Como acionar

Quem souber de pessoas com deficiência ou idosos com dificuldade de acesso aos serviços públicos e em situação de violação de direitos pode procurar os serviços por meio dos telefones Disque 100 e Fala Vitória 156.

O acesso também é feito por meio dos Creas e dos Cras. A maior parte dos casos, no entanto, chega por meio dos órgãos do Sistema de Garantia de Direitos, como os conselhos municipais dos Idosos (Comid) e da Pessoa com Deficiência (Comped).

Carlos Antolini

Família assistida pelo Serviço Especializado de Atendimento Domiciliar (SEAD

Com os benefícios que recebem, foi possível fazer melhorias no apartamento onde residem, em Atlântica Ville (Ampliar imagem)

Carlos Antolini

Família assistida pelo Serviço Especializado de Atendimento Domiciliar (SEAD

"Em um ano, o que elas (equipe do Sead) fizeram por nós foi milagre. Elas nos ajudaram muito e temos outra vida hoje", comemorou Elisângela


Para dúvidas ou informações sobre os serviços da Prefeitura, ligue 156 ou use o serviço on-line.


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